domingo, 11 de fevereiro de 2018

Cinquenta e cinco: Morte nas Nuvens, Agatha Christie

Sinopse: O assento n°9 dava a Hercule Poirot a localização perfeita para observar seus companheiros de voo. À direita, ele podia ver uma bela jovem, visivelmente apaixonada pelo homem ao seu lado. Mais adiante, o assento n°13 era ocupado por uma condessa que mal disfarçava o vício da cocaína. Do outro lado do corredor, no assento n°8, sentava-se um escritor de contos policiais, às voltas com um marimbondo impertinente. O que Poirot ainda não tinha percebido era que atrás dele no assento n°2, estava caído o corpo sem vida de uma mulher. Para os passageiros que vinham de Le Bourget, o breve voo do Prometeu sobre o canal da Mancha prometia ser tudo, menos uma viagem de rotina.
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Bonjour, mes amis, ça va?
A resenha de hoje é um pouco diferente daquelas dos livros que geralmente passam pelo La Petite Souris, já que não é a resenha de um livro infanto-juvenil ou de fantasia, mas sim é a resenha de um dos inúmeros livros que a escritora inglesa Agatha Christie escreveram: Morte nas Nuvens.
Não sei se já mencionei em algum capítulo a minha paixão por literatura policial (talvez não), mas o fato é que desde quando eu era adolescente, eu peguei o gosto de ler livros de detetive ou que envolviam algum mistério no enredo. E a Agatha Christie foi uma das grandes responsáveis por eu ter desenvolvido esse carinho por mistérios.
Então, você aí que está lendo e quer me presentear de alguma maneira, pode me dar algum livro da Christie, está bem?
Agora chega de enrolação e vamos ao que eu achei do livro.


Morte nas Nuvens é mais um romance cujo protagonista é o famoso detetive belga Hercule Poirot que, na minha mais humilde opinião, é um personagem muito superior ao clássico Sherlock Holmes quando o assunto é veracidade e soluções de caso mirabolantes. Eu sou fã de Poirot e, por isso, foi bastante interessante me deparar com ele tão envolvido com um caso de assassinato, mas, com as mãos atadas por uma falha pessoal.
O enredo principal do livro, no caso, o assassinato em si, foi bem construído a medida em que ele funcionou bem separado do contexto e também inserido nele. A dinâmica entre dois departamentos de polícia (francesa e inglesa) ficou um pouco confusa, porque tiveram alguns momentos em que não conseguia discernir qual descoberta foi feita por qual dos departamentos. Mas, a mediação e a condução do bigodudo Poirot foi certeira e, no final, ele resolveu o caso usando métodos próprios, ignorando as descobertas policiais. Isso, aliás, é uma constante em livros policiais. Foi engraçado Agatha ter colocado isso em um diálogo de Morte nas Nuvens, porque, certamente, seria o livro em que mais a polícia poderia contribuir no caso, o que não ocorreu, assim como eu disse acima.


O contexto da estória foi bem trabalhado, mas acredito que ele tomou, em alguns momentos, muito a dianteira do livro e isso me deixou um pouco irritada durante a leitura. Claro que tudo o que acontecia era importante, mas não precisava transformar o livro em uma estória romântica água com açúcar cujos personagens envolvidos não tinham carisma algum. Jane era insossa, maldosa e invejosa e seu partner era um dentista bonachão, um tipo simplório que também não conquistou minha atenção.
Também não foram desenvolvidos algumas das tramas paralelas como deveria ter sido. Isso talvez demonstrasse que Christie não conseguia trabalhar bem com muitos personagens, tantos principais quanto coadjuvantes, mas isso não é verdade. Podemos ver como ela é boa em E não Sobrou Nenhum. O livro é que se perdeu mesmo.


Por fim, o crime. Certamente, Agatha Christie foi engenhosa em inserir no início do livro a cena do avião e nos dar o gostinho de tentar solucionar o caso por nós mesmos logo quando começamos a ler. Porém, os motivos reais e o autor do crime, ao final, não foram os melhores que já li da autora. O motivo foi simples e corriqueiro, nada mirabolante que dá o tom especial aos livros de mistério. E o assassino, bem, parece que foi jogado ali como para causar um clímax às estórias paralelas e não que ele fosse o autor macabro e insensível, sabe?
Morte nas Nuvens ganha apenas pela edição linda de capa da L&PM. A vespa e as nuvens são tão bonitos! Não comecei com o pé direito em 2018 para livros policiais. Quem sabe me saio melhor no próximo livro de Christie que está em minha estante, não é?
Au revoir.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Cinquenta e quatro: Explorando o botânico jardim, Jardim Botânico

Esse capítulo é um tanto quanto triste. Infelizmente, o Jardim Botânico de São Paulo está passando por momentos difíceis por conta da Febre Amarela. Quem não é daqui, talvez não saiba o quanto esse surto está afetando  o dia a dia dos moradores da maior capital do Brasil, o que é uma afetação gigantesca. Por isso, decidi escrever esse post para homenagear um dos lugares mais bonitos que já visitei em minha cidade, aqueles ambientes que nos trazem uma paz de espírito que enchem nosso coração da mais pura e verdadeira felicidade.


Eu fui ao Jardim Botânico no final do ano passado. A trajetória até o parque foi conturbada, porque eu fui de ônibus e, por causa do Zoológico da cidade, o trânsito e o próprio ônibus estavam apinhados de gente. Cansou um pouco e me deu vontade de beber um gostoso suco de maracujá enquanto ficava em pé no transporte, mas valeu a pena o caminho para chegar nesse destino lindo.


O Jardim Botânico é o ambiente ideal se você estiver procurando por cenários para álbuns de aniversário, modelo ou casamento. Muitas pessoas alugam lá para isso e outras, mais amadoras, usam o Jardim para fotos bonitas de Instagram. 
Lá também é bom para piqueniques, já que tem uma área mais escondida aonde ficam algumas mesas e cadeiras, uma casa de madeira e árvores e mais árvores, flores e mais flores.


Não parece um jardim real? Algo como os jardins dos castelos franceses?


Essas plantinhas não são vitórias-régias, mas alguma prima delas. Perto desse lago, eu pude descansar e comer um pouquinho. O Jardim Botânico também é um bom ambiente para relaxar, conversar ou apenas ler um livro que te conecte ainda mais com a natureza. Nesses dias de agora, eu estou lendo Anne de Green Gables e tenho certeza de que a leitura seria muito melhor se estivesse lá.


Esse era a casinha de madeira de que falei anteriormente. Bem, na verdade, ela era de barro. Mas está valendo.
Por fim, as flores que insistem em estarem no meu caminho. O tipo das flores abaixo é o mesmo, mas as cores são em tons diferentes. Qual cor você gostou mais? Eu prefiro as rosas claro.



Bom, creio que seja isso. Se vocês ficaram com vontade de visitar o Jardim Botânico de São Paulo, tentem esperar mais um pouco, até que o governo consiga controlar mais a situação. Será logo, se Deus quiser. 
Au revoir.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Cinquenta e três: Um brinde para a autoestima

Bonjour, mes amis, ça va?
O hábito de acompanhar blogs de moda e beleza é um hábito recente para mim. Eu nunca me importei tanto assim com a minha aparência, porque achava mais importante priorizar outras coisas como o estudo e a manutenção do meu espírito. Contudo, de dois anos para cá, eu comecei a rever a minha vida e percebi que não era porque eu me arrumava, ou dedicava um tempo do meu dia para o meu corpo, que eu estava diminuindo minhas oportunidades de saber. Na verdade, beleza e inteligência/espírito não são coisas excludentes, muito pelo contrário.


A beleza do corpo tem que acompanhar o que você tem por dentro. Quando estamos felizes e quando parece estar dando tudo certo em nossas vidas, fica mais fácil que pareçamos radiantes e bonitos para as outras pessoas. Claro que há aquela frase: "ela irradia beleza" para explicar o porquê de pessoas que não estão dentro de padrões estéticos nos parecem mais lindas do que qualquer outra pessoa que se encaixa neles. 
Quando estamos bem, a felicidade nos tinge das cores mais bonitas, acentua nossos pontos mais favoráveis e nubla os defeitos visuais que todos os seres humanos possuem. A pessoa que se sente bem consigo mesma, fica bem para se arrumar mais e exteriorizar as coisas boas que ela tem em si, escolhendo os tons que gosta para suas roupas, o estilo, o corte de cabelo e (apenas se quiser) a maquiagem. Foi isso que eu percebi nesses dois anos. E então, passei a procurar pessoas que se vestem como eu gosto e passei a me inspirar nelas para construir o meu estilo próprio.



Tudo ainda está em construção. Percebi que minha paleta de cores favoritas mudou passando de cores pastéis para cores mais vivas e ligadas à natureza. Por exemplo, sempre o azul foi a minha cor favorita por causa do mar e também por conta de Poseidon. Mas, há alguns dias, comecei a gostar bastante do amarelo em minhas roupas e cultivo isso, apesar de sempre me dizerem que fico mais bonita de vermelho.
As roupas também condizem mais com as coisas de que gosto, o que estou transferindo para os acessórios, mais baratos e livres para combinar com tudo. Flores, insetos, bordados, tudo isso se apresenta no meu guarda-roupa de maneira livre. E livre assim pretendo mantê-lo.


Também estou compartilhando em redes sociais mais fotos de mim mesma. Me preparar para elas faz com que eu me preocupe mais com minha aparência e eleva minha autoestima de alguma maneira. Recomendo que todos façam isso algum dia: peçam para tirar várias fotos de você e depois monte um álbum (no computador mesmo) para você sempre olhe quando estiver se sentindo um pouco mal. Tenha em mente que você é lindo ou linda. Acredite nisso.


Use o sol que existe em você e ilumine o mundo ao seu redor. Mas, lembre-se sempre de realizar a manutenção dele: cuidando do corpo, da mente e do espírito. Os três são a base do ser humano, portanto, os três são importante e necessitam de cuidado e carinho. Do que você gosta mais?Natureza? Música? Animações? Filmes? Livros? Algum artista?
Use essas referências para construir o modo como as pessoas te veem. No meu caso é mais ou menos assim:
  1. Gosto de flores.
  2. Gosto de bordado.
  3. Gosto de coisas do mar.
  4. Gosto de franjas.
  5. Gosto dos anos 1920 aos 1950.
  6. Gosto de lugares novos.
  7. Gosto de sorrisos, por isso, ressalto minhas bochechas sempre.
  8. Gosto de culturas orientais.
  9. Gosto de animações.
  10. Gosto de cores alegres.

E, à partir disso, coloco no meu estilo essas coisinhas que me deixam feliz. Sempre busco por tecidos mais encorpados. Adoro vestidos e saias, mesmo não os usando tanto. Gosto de camisas mais elaboradas ao invés de camisetas. 
Assim por diante, construo minha imagem. E você, já construiu a sua? Tem um estilo próprio ou se inspira em alguém?
Dentre minhas inspirações da internet estão: A Robot HeartA Clothes HorseTweeMari SantarémKarolLilianPriss, além de algumas referências fictícias como as roupas da novela Tempo de Amar (que passa agora às 18h30 na Globo) e as roupas da Cecília (da novela Carinha de Anjo do SBT).
Quem sabe não faço capítulos especiais com meus outfits favoritos dessas meninas lindas e incrivelmente estilosas?
Acho que é isso. Au revoir.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Cinquenta e dois: Mary Poppins, P. L. Travers

Sinopse: Uma das personagens mais originais e universalmente amadas da ficção infanto juvenil agora na coleção Clássicos Zahar
Carregando uma maleta e um guarda-chuva, Mary Poppins entra em cena voando. Literalmente. Gravada no imaginário das crianças de várias gerações, essa chegada fabulosa da peculiar babá da família Banks abre as portas para muitas outras surpresas e aventuras, como a história da Vaca Dançante, o aniversário no zoológico, um chá da tarde nos ares, delicados remendos no céu noturno... Mary Poppins é durona e misteriosa - e absolutamente irresistível.
Publicado em 1934, o livro foi um sucesso imediato e desde então fascina leitores de todas as idades - sobretudo após a adaptação de Walt Disney para o cinema. Essa edição inclui todas as ilustrações originais de Mary Shepard e conta com tradução, apresentação e notas do escritor Joca Reiners Terron, além de cronologia de vida e obra de P.L. Travers. Como extra, traz ainda uma palestra da autora sobre (não) escrever para crianças.
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Bonjour, bem vindos a mais uma resenha do La Petite Souris!
Mary Poppins era um livro que estava na minha lista de desejos há muito, muito tempo. Contudo, era bastante difícil encontra-lo no Brasil para vender e, quando finalmente a editora Zahar (uma das minhas favoritas) decidiu publicá-lo em uma edição especial, o preço foi um fator limitante para que eu pudesse adquiri-lo de imediato. Apenas quando fui à Feira do Livro da USP no ano passado, famosa por seus descontos de mais de 50% nos livros, é que pude comprar Mary Poppins e fazer desse livro uma das minhas leiturinhas especiais de férias.
Mas, quais foram as minhas conclusões pós leitura?
A edição da Zahar é uma primazia, não posso dizer o contrário. O cuidado que a editora tem em produzir folhas de guarda com a mesma paleta de cores da capa, além de trazer nelas cenas essenciais da trama, já haviam ganhado meu coração quando li Peter Pan e não foi diferente agora. Além disso, as ilustrações ficaram bem posicionadas em relação ao texto e, pelo que eu me lembre, não houve nenhum erro de digitação ou tradução no livro.
Mas, mais do que a edição fofa da Zahar que me dará orgulho quando os meus filhos lerem esse livro daqui há uns anos, a estória de Mary Poppins me conquistou de uma maneira que faz jus ao fato de Walt Disney ter esperado por anos que P.L. Travers concedesse e "aprovasse" seu filme. Mary Poppins é um retrato delicado, verdadeiro e mágico da educação infantil e do papel da babá na vida de uma criança.
A protagonista que empresta seu nome ao livro é cativante, mas de uma maneira não convencional. Ela não é a mulher perfeita: Mary Poppins é orgulhosa, vaidosa, impaciente e mandona. Ela conduz as crianças com rédeas curtas, não permitindo que elas façam perguntas demais e colocando-as em um ritmo de vida ordenado. Porém, quando ela abre espaço para a magia e a imaginação, algo que lhe é tão natural que Mary não admite que lhe façam perguntas sobre como tudo aquilo acontece, o livro muda e torna-se uma obra prima da literatura infantil.
As cenas do livro (os capítulos não possuem ligação entre si, apenas por terem os mesmos personagens passando por situações diferentes juntos), são verdadeiras enquanto admitirmos a existência da magia e tem o potencial de agradar tanto adultos quanto crianças. O meu capítulo favorito é aquele em que os bebês da família Banks são convidados a "falar". É tão delicado e criativo a forma como P.L. colocou a visão dos bebês em relação ao mundo, mais, como a autora criou o fato de que perdemos a magia ao completarmos um ano, o que explica tudo.
Em resumo, Mary Poppins é um livro para se levar para a vida inteira. Infelizmente, ainda não tive a oportunidade de assistir à adaptação da Disney com a Julie Andrews, mas pelo que li de outras pessoas, a personagem de Mary não tem nada a ver com a do livro. Se for assim, não sei se é algo bom ou ruim... Quando eu assistir, faço um capítulo especial no Souris dando a minha opinião mais concreta.
E você, já leu ou assistiu à Mary Poppins? Se sim, comente o que você achou, por favor.
Muita magia e amor.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Cinquenta: Primavera, Oskar Luts


Sinopse: Numa escola paroquial da Estônia, estuda Arno Tali, um garoto ingênuo que nutre um carinho especial pela esperta Teele Raja. Na escola, eles e seus amigos são perseguidos por um sacristão rabugento, contra quem aprontam inúmeras travessuras.

Primavera é centrado na rotina escolar dessas crianças, com os muitos conflitos e descobertas que se dão enquanto todos aguardam a chegada da estação mais esperada do ano.
Além desta divertida história, este livro traz vários aspectos da cultura estoniana e das influências herdadas da cultura russa, como lendas populares, músicas, a língua e o modo de vida no campo no início do século XX.
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Bonjour, mes amis.
O La Petite Souris volta em 2018 com uma das modalidades jornalísticas que mais gosto de escrever: a crítica em resenha. Estou contente por isso e, então, escolhi o segundo livro que li agora em janeiro para estrear a seção Resenha no blog, pois Primavera é um livro diferente que merece ser espalhado para mais gente. Espero que vocês se encantem com essa estória assim como eu me encantei.
Primavera é um livro que começa bem logo pelo título escolhido. Essa estação do ano é a minha favorita e Luts trabalha a rotina dos estudantes da Escola Paroquial de Paunvere entre os meses de inverno que antecedem o evento tão esperado pelos habitantes da aldeia. Isso dá um toque mágico a narração que utiliza bastante os elementos naturais da paisagem estoniana e como isso afeta a rotina e o coração dessas pessoas. Os momentos mais emocionantes dos capítulos, com certeza, são aqueles em que o narrador faz uma digressão do enredo central do livro e discorre sobre a vida rural do interior estoniano do início do século XX, trazendo a mim, uma leitora brasileira que nunca viu a neve ao vivo, uma sensação de paz e inquietação a fim de poder pisar no gelo e fotografar as belezas dos pássaros, das casas e do lago semicongelado.


Mas, Primavera é um livro controverso. É uma sensação na Estônia com certeza. Oskar Luts se eternizou como um dos principais escritores do país e seus livros resistiram às muitas invasões e dominações que esse lugar enfrentou por anos. Hoje em dia, Primavera é um clássico infanto-juvenil no país e já foi traduzido para muitas línguas. Contudo, o livro não possuir uma história única com começo, meio e fim, desagradou muitos daqueles que leram e o resenharam no Brasil. Primavera é, a bem da verdade, uma compilação de contos com os mesmos personagens em um espaço temporal entre o outono e o início da primavera e isso, em  minha opinião, não é ruim! Pelo contrário, é o que dá um charme a mais para as estórias dos meninos e meninas de Paunvere, sempre em apuros pelas traquinagens em que se metem dia após dia (ou hora após hora, às vezes, hehe).
Primavera é genial e, por isso, tornou-se um clássico, porque é real. O modo de vida no interior da Estônia é real: as fazendas, o que era cultivado lá, as famílias numerosas, os inquilinos, a Casa Paroquial com estudantes alemães que desperta ranço nos protagonistas, o papel da mulher na sociedade/família... As crianças são reais quanto crianças dos anos 10: maduras, adquirindo hábitos adultos antes da hora, mas também traquinas, insolentes e adoráveis... O livro é real como um todo.
Até os sentimentos de Tali, o personagem que podemos considerar protagonista, são tão reais que provocaram em mim uma sensação não só de empatia, mas de compatibilidade. Enquanto eu lia Primavera, eu era Arno Tali. Confuso, extremamente sensível, ingênuo e, por fim, criança. 


E, se você não se identificar com ele, existem muitos outros que você pode conhecer e pensar: "Hm, eu era assim na minha época". Isso é o que torna Primavera um livro ótimo também. Oskar Luts constrói um livro infanto-juvenil que para os adultos, ou uma recém adulta, causam bem-estar pela lembrança da infância e da época de escola. Além de ser divertido acompanhar as travessuras de Toots e cia., inclusive, com um capítulo inteiramente dedicado a várias anedotas de traquinagem do diabinho de Paunvere que é de chacoalhar de rir.
Por essas e outras, dê uma chance a esse clássico estoniano, senão pela estória ou por meus comentários acalorados, para sair do eixo norte-americano/inglês de literatura internacional que acabamos nos acostumando. Eu garanto que não irá se arrepender.
E se você já tiver lido Primavera, deixe nos comentários sua opinião que eu ficarei bastante contente por lê-la.
Beijos açucarados.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Quarenta e nove: Feliz (des) aniversário para o La Petite Souris

Fonte: Casa de Valentina
Bonjour, mes amis!
O título do post de hoje é um tanto assustador para mim e acredito que para quem acompanha o blog a algum tempinho também seja, afinal, já faz um ano (isso mesmo, UM ANO inteirinho +.+) que o La Petite Souris foi criado. Eu estou muito feliz com isso, estou mesmo, mas não me preparei para essa data tão importante e especial em minha vida... E é por isso que esse capítulo é apenas uma ode comemorativa, sem promoções que eu (de verdade) gostaria de fazer, mas que deixarei para o segundo aninho do meu jardim. Mas, enfim, vamos a algumas considerações sobre o La Petite Souris.
A primeira é mais visível. Eu reformei o layout da página e mudei algumas coisinhas de lugar. Eu não sei (não sei mesmo) fazer construções e mudanças em HTML e tive que construir o meu jardim com os recursos básicos que me estavam disponíveis no momento como imagens e fontes próprias do Blogger. Claro que, acompanhando outros blogs, eu fico um tanto triste por não conseguir dar um tchan especial ao La Petite, porém, espero que o conteúdo consiga chamar a atenção de vocês e os convide para voltar a visita-lo. Estamos aqui esperando por vocês e por seus comentários!
A segunda é que voltar a escrever um blog me deixa extremamente inspirada em outras seções da minha vida, principalmente, na faculdade de jornalismo e isso me deixa mais animada a manter esse meu jardinzinho. Por isso, gostaria de trazer um pouco mais do meu outro universo para cá de alguma maneira... Talvez realizando algumas entrevistas com outros donos de jardins em blog, quem sabe...
Mas, de verdade, eu fico muito contente por esse um aniversário (que foi em 15 de janeiro) do La Petite Souris. O blog me possibilitou libertar-me de amarras em relação a construção de textos, permitiu-me conhecer pessoas especiais e que se tornaram queridas em meu coração, permitiu que eu transmitisse coisas boas a pessoas que não conheço e permitiu que pessoas boas me transmitissem por meio dos comentários a luz que tem dentro delas.
Só tenho que agradecer a vocês por tudo.
Obrigada, obrigada por continuar a atravessar os portões de ferro caiado e coberto por plantas e flores do meu jardim e se sentar em uma mesinha para ouvir meus contos, viagens e descobertas. Obrigada pelo apoio, misses e misters.
Au revoir,
Bruna Diseró, a Ratinha.