terça-feira, 22 de agosto de 2017

Trinta e nove: Uma caixa de amor

Bonjour, mes amis!
O capítulo de hoje é muito fofinho e me deixou nostálgica e contente por realiza-lo: eu irei mostrar a minha caixa de cartas! É isso mesmo, eu possuo uma caixa de cartas, aonde eu coloco todas as cartas que as pessoas queridas enviaram para mim, desde quando eu era pequenina até hoje, mais recentemente no sábado em que visitei minha amiga para um chá da tarde (em breve, um capítulo inteiro sobre esse dia especial).
A caixa é simples e está ficando pequena, porque também guardo nela convites, ingressos de exposições, pulseirinhas de hotéis para os quais viajei, livretos, enfim, muitas lembrancinhas que me marcaram. Um dos meus maiores desejos é ter um baú de madeira, exatamente para que essas lembranças fiquem guardadas de maneira mais confortável e que eu possa guardas outras mais.
No topo, coloco as cartas que são mais bonitas esteticamente, contudo não mais ou menos importante do que todas as outras que eu ganhei nesses anos. Adoro papéis de carta, algo que a Caroline, a anfitriã do chá da tarde e minha amiga de longa data, já percebeu. Foi ela que me escreveu cartas nesses envelopes gracinhas de gatos e de carrossel, além de fazer o menu do chá como vocês podem ver lá atrás.
 Os detalhes do envelope são de pular de alegria, são tão fofinhos! Gosto bastante do tema musical mesclado aos cavalinhos do carrossel, o que dá a carta um tom de caixinha de músicas antiga.
No topo da minha caixa de cartas também está o cartão do Pequeno Príncipe que eu ganhei dos meus pais de aniversário no ano passado. Nos corações vinham pequenas trufas que, após eu terminar de comê-las (delícia), preenchi com pequenas estrelinhas coloridas para dar um charme. A mensagem que vem dentro é do próprio Exupéry, a frase icônica da raposa sobre o cultivo das amizades. Agora que eu me apaixonei pela história do livro, o cartão ganhou uma carga sentimental positiva ainda maior.
Talvez, vocês estejam curiosos para ver as cartas que estão por baixo dessas e que são a segunda linha mais bonita dentre todas que eu tenho. Voilá:
São cartões de Natal. pois essa é a minha data comemorativa favorita! O de laço verde eu ganhei no Natal passado de outra amiga querida e o de baixo, com cachorrinhos perseguindo o Papai Noel, também foi presente dos meus pais nessa época.
Eu adoro receber e escrever cartas realmente. Sinto-me em outra época, além de gostar das sensações que esse gesto provoca: sentir a ansiedade pela vinda do carteiro, abrir o envelope, ver quem me enviou, ler a carta, sentir-se bem por ser querida para a pessoa que gastou algum tempo de sua vida para me escrever... Cartas são maravilhosas! 
Espero receber muitas outras até o fim desse ano. 
Au revoir...

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Trinta e oito: A inspiração trovadora, um poema inicial

Pintura de Ruth Sanderson - As doze princesas bailarinas
Bonjour, ça va?
Apesar de estar um pouquinho envergonhada, deixo aqui o meu primeiro poema para a seção "Contos Particulares". Ele foi inspirado no trovadorismo medieval, época em que muitos poetas dedicavam seus poemas as meas senhoras, nobres da época. O eu lírico do meu poema é um trovador como esses... Seu nome, sua idade, quando ele viveu?
Respostas virão se vier outro de seu trabalho.
Espero que gostem...
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Senhora de olhos azuis e boca vermelha
Senhora que abre um sorriso de pérolas do mar
Senhora que solta fagulhas do coração, centelhas
Senhora que encheu meus olhos e decidi amar.
Senhora de lisos cabelos, em pontas duplas terminam
Senhora sabida de tudo e do destino
De muitos viajantes solitários, peregrinos
Quantos, Senhora, neste instante te amam?
Senhora de roupas douradas que roubam o brilho
O viço, o compromisso e a dor
Quais são dos seus sonhos, o sabor?
Quais são os meninos que roubaste os corações andarilhos?
Senhora da mente confusa e de alto intelecto
Senhora que gasta canetas e canetas
Para registrar, de sua vida, o aspecto
A bela face, o martírio, as caretas.
Senhora, menina, jovem mulher
Devoradora de futuros com preciosa colher
Levanta-te de teu austero trono
Fiapos, farrapos trançados e cromo
Levanta-te, Senhora, e me ouça já
Por seus olhos e sorriso, decidi te amar
Racional, Senhora, foi minha decisão
Por que decidistes roubar meu coração?

domingo, 6 de agosto de 2017

Trinta e sete: Toc, Toc - Duas construções e um desconstruído

Bonjour, ça va?
No trigésimo sétimo capítulo do blog, eu inauguro a seção "Toc, Toc", um pequeno momento em que compartilho com vocês as lindas aquisições que eu fiz em algum instante da minha rotina. O uso da expressão "Toc, Toc", lembra alguém batendo a minha porta, algo que eu adoraria que os carteiros fizessem em minha casa, mas que é impossível, porque moro em prédio. Fica o desejo de que isso aconteça um dia. A cada começo de capítulos especiais dedicados ao "Toc, Toc" eu começarei os textos com "Bonjour, monsieur facteur" que significa "Bom dia, senhor carteiro" em francês, língua que abracei no La Petite Souris. Como esse é o primeiro post assim, tive que fazer essa pequenina introdução, mas nos próximos será direto, não se preocupem!
Então vamos lá?
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Bonjour, monsieur facteur, ça va?
Hoje, as minhas três aquisições são literárias e, como foi sugerido no misterioso título do capítulo, dois livros são livros que eu chamo de "construtores" e o outro, bem, não há mais derrubadas de bom senso e sisudez do que ele proporciona.
Começarei pelos livros "construtores". Mas, como seriam livros assim?
Livros "construtores" são aqueles que auxiliam na formação do caráter do ser humano. São aqueles livros que nos ensinam a sermos pessoas melhores, enxergarmos o outro e seus anseios, sermos bondosos, corajosos, amigos, acreditarmos em nossos sonhos e nunca deixarmos de acreditar na Magia que paira pelo mundo.
O primeiro, eu já falei sobre ele aqui no blog. É "O Pequeno Príncipe" de Antoine de Saint-Exupéry. Sim, eu dei uma chance para ele e, obrigada Senhor, por eu ter dado. Esse livro tornou-se um dos meus livros de cabeceira, aqueles que guardo na estante do meu coração e que eu levaria para uma ilha deserta para reler e reler, até esperar fielmente que o Pequeno Príncipe aterrissasse nessa ilha para me fazer companhia. Eu prometi fazer uma resenha desse livro em um próximo capítulo, assim como farei dos outros livros que monsieur facteur me trouxe, então aguardem por mais opiniões.
O segundo, é um livro que estava na minha wishlist desde que eu tive conhecimento dele e de sua história, e é "A Princesinha" de Frances H. Burnett. Eu estava passeando pelo site da Saraiva e percebi que os livros estavam com promoções boas, assim eu corri para ver se "A Princesinha" também estava nessa lista. E... estava! Que alegria, meus irmãos (nunca mais escreverei ou direi essas palavras sem me lembrar do Alex de Laranja Mecânica), quando soube disso e pude compra-lo!
Quando o livro chegou, encantei-me ainda mais pelo carinho da edição da Editora 34 recheada de belíssimas ilustrações de Tasha Tudor e com uma capa envernizada que valorizava ainda mais o livro. Além de "A Princesinha", tenho o volume de "O Jardim Secreto" editado pela mesma editora, o que me deixa contente e com vontade de comprar mais livros de lá. Quem sabe?
O terceiro livro, mas não menos importante e sim por ordem de leitura, foi o livro desconstruído. O livro de poemas de Tim Burton, "O Triste fim do pequeno Menino Ostra", um baldinho recheado do mais puro ouro para quem, assim como eu, é fã dos trabalhos do diretor americano.
Eu soube da existência desse livro pelos vídeos da Melina e comecei a dar gritinhos estridentes de alegria por ele existir e por ter um preço acessível. A edição da editora Girafinha contenta os meus olhos de fã, tanto pela escolha do material de impressão que sustenta as ilustrações de Burton muito bem, quanto pelas escolhas de posicionamento texto-imagem e pela capa, lindinha e simples, mas que reflete bem o mundo desse diretor.
Como eu farei a resenha de todos os livros que citei nesse capítulo, não darei muitos detalhes deles aqui. Queria dizer apenas que estou muito feliz por ter criado essa seção no La Petite Souris e desejo que vocês também.
Beijos.